Moços e moçoilas, contadores de histórias, desvendadores de magias e encantadores de serpentes. Vendedores de sonhos e ilusões, actores de meia tigela e vidas deambulando consoante os sopros da fortuna.
É o mercado medieval de Avis que recebe o ilustre Fronteiro-Mor, D.Nuno Álvares Pereira, assim como, a ímpar figura do Mestre de Aviz, D.João, primeiro de seu nome, que por estes dias confraternizaram em Aviz com os seus velhos companheiros de armas. Torneios de armas apeado e a cavalo, danças de fogo que rezam lendas antigas, saltimbancos galegos que, vindos de véspera,trazem histórias de arremedilhos, esgrimadores, titeriteiros e nigromantes.
O povo desfruta dos poucos divertimentos profanos a que têm acesso e também a clerezia se entrega aos prazeres da vida e ao folguedo, já que Deus, bem sabido é, não dorme nem baixa a guarda.
Mercadores e artesãos entregam-se às suas actividades de comércio, longe do pensamento da nobreza que, por esta altura, recebe uma distinta embaixada do que chegou do reino de Granada, para selar acordos e tratos de cooperação e amizade.
Chegam também alguns romeiros e peregrinos de Santiago, a quem bom agasalho foi providenciado. Comeres e beberes de mão cheia que atraem às tabernas do mercado, bocas ávidas e sequiosas que se empanturram com as melhores viandas e vinhos do reino.
Á luz dos últimos raios de sol, julgam-se todas as malfeitorias, todas as possessões malignas e desmandos heréticos.
Por ora, são lidos a boa voz os autos de encerramento de mais uma edição da Feira Medieval do termo de Aviz, uma terra com história, uma terra feita de histórias.



