Arquivo de ‘Feiras Medievais’ Categoria

Feira Medieval de Aviz 2010

Sábado, Maio 15th, 2010

avis-2010-35    Moços e moçoilas, contadores de histórias, desvendadores de magias e encantadores de serpentes. Vendedores de sonhos e ilusões, actores de meia tigela e vidas deambulando consoante os sopros da fortuna.

    É o mercado medieval de Avis que recebe o  ilustre Fronteiro-Mor, D.Nuno Álvares Pereira, assim como, a ímpar figura do Mestre de Aviz, D.João, primeiro de seu nome, que por estes dias confraternizaram em Aviz com os seus velhos companheiros de armas. Torneios de armas apeado e a cavalo, danças de fogo que rezam lendas antigas, saltimbancos  galegos que, vindos de véspera,trazem histórias de arremedilhos, esgrimadores, titeriteiros e nigromantes.

   O povo desfruta dos poucos divertimentos profanos a que têm acesso e também a clerezia se entrega aos prazeres da vida e ao folguedo, já que Deus, bem sabido é, não dorme nem baixa a guarda.

    Mercadores e artesãos entregam-se às suas actividades de comércio, longe do pensamento da nobreza que, por esta altura, recebe uma distinta embaixada do que chegou do  reino de Granada, para selar acordos e tratos de cooperação e amizade.

   Chegam também alguns romeiros e peregrinos de Santiago, a quem bom agasalho foi providenciado. Comeres e beberes de mão cheia que atraem  às tabernas do mercado, bocas ávidas e sequiosas que se empanturram com as melhores viandas e vinhos do reino.

   Á luz dos últimos raios de sol, julgam-se todas as malfeitorias, todas as possessões malignas e desmandos heréticos.

   Por ora, são lidos a boa voz os autos de encerramento de mais uma edição da Feira Medieval do termo de Aviz, uma terra com história, uma terra feita de histórias. 

Feira Medieval de Arzila 2010

Quinta-feira, Maio 6th, 2010

arzila      É o anúncio da Primavera. Na vila de Arzila durante três dias erguem-se memórias esquecidas nas brumas da História. Cavaleiros, fidalgos e nobres donzelas; condes, duques e senhores. Membros do clero, servos e artesãos. Almocreves e bufarinheiros, saltimbancos e menestréis. Nas quitandas do mercado misturam-se gentes, credos e culturas. Come-se e bebe-se a bom proveito. Por ora é tempo de receber a comitiva do xeque de Arzillah. Vem em missão de paz celebrar a amizade das duas Vilas. Torneios de armas a cavalo e apeado entre cavaleiros cristãos e mouros. As lutas são encarniçadas mas a cortesia impera. Na praça, entretanto, julgam-se os excessos e no mercado merendam-se os últimos acepipes. Arzila sabe viver a sua História.

Feira Medieval de Castelo Mendo

Sexta-feira, Abril 30th, 2010

c-mendo-1 Ruas e ruelas. Bobos, histriões, bufões, trampolineiros, saltimbancos, acrobatas e malabaristas. É a feira medieval do termo de Castelo Mendo. As ruas enchem-se de olhares que se cruzam com almocreves e bufarinheiros,  vendedores de sonhos e de quimeras, desvendadores de ilusões e pregoeiros  da banha de cobra. No terreiro, abundam os comeres de caça e os beberes do castelo. Encantadores de serpentes e danças sarracenas. O cortejo régio  é anunciado. É dia de festa,  de bailias e folguedos. O povoléu rodeia a liça com movimentos inquietos e ansiosos.  D. João I, rei de Portugal e dos Algarbes ocupa o lugar que lhe é devido. Torneio de cortesia em preito de vassalagem.  Entretanto, os de Castela tomados por guisa insana, irrompem pela praça em fossado. Travam-se de razões com a guarnição logo são ludribriados pela ancestral diplomacia  lusitana. No mercado é grande a azáfama, por entre a História, que nos veste com os trajares de outros tempos. Castelo Mendo  honrou as suas raízes com a recriação dos viveres de antanho.

Feira Medieval de Almodôvar

Sexta-feira, Abril 30th, 2010

almodovar1 1285, no lento entardecer em Almodôvar. O sol que languidamente  se despede de mercadores e menesteirais, dos almocreves e bufarinheiros. Os últimos dias foram de chuva raivosa mas amanhã  chega a mui distinta comitiva de El-Rey D. Diniz e o Sol veio de mansinho aquecer os ânimos. O burgo está aprestado e asseado, enxotados  que foram os cães sarnentos e os mendigos para as cercanias da vila.

       Recebem-se os primeiros visitantes vindos do reino do Algarbe. Vêm ao encontro del-Rey em preito de vassalagem. No terreiro há cantares sarracenos e danças mouriscas, encantadores de serpentes  e magos misteriosos.

        Contadores de histórias, menestréis e jograis. São três culturas e três credos que se  fundem nos comeres e beberes de antanho. A noite encarrega-se de guardar as histórias que adormecem na memória do amanhecer. O arauto anuncia a chegada del-Rey. É grande o bulício. O meirinho e o homem da vara apressam-se a fazer as necessárias aferições. Também o almotacem fiscaliza as tabernas e vinhos. Na praça de armas, os homens válidos, a mando do alcaíde adestram a sua perícia nas lides. Falcões e águias rasgam os sulcos do céu em exercícios de destreza e perícia.

       Troa a trombeta, é o arauto que anuncia a chegada de El-Rey, que na história dos seus dias, se fez lavrador e poeta. Torneio de armas a cavalo e apeado. Novos cavaleiros são investidos em singelo adubamento. Nos entremezes, uma mesnada de Castela e Leão, em estranha audácia, provoca algumas escaramuças no mercado, prontamente sanadas pelos infanções almodovarenses e por alguns cavaleiros-vilões do termo de Beja. El-Rey manda recados a seu avô, D. Afonso  de Leão e Castela, para que honre o tratado de Badajoz e o tratado de Alcanizes, que o bom senso manda dizer que é letra  que não deve fenecer.

       Na solene cerimónia de homenagem  feita de lauto respasto, desfrutam-se  os comeres ancestrais em tempêros de ervas aromáticas, os vinhos de cidra e as beberagens do mosteiro.  São anunciados os banhos régios com a infanta de Aragão. Na praça há festejos e folguedos, danças palacianas e danças de terreiro. Em Juízo na praça, são julgados os excessos e algumas heresias. El–Rey partiu para as terras de Beja. Envolvem a  noite  os guardiões das muralhas enquanto na memória do povo fica mais uma viagem no tempo que se quer inesquecível.

Paderne Medieval 2010

Sexta-feira, Fevereiro 12th, 2010

      

 

  A  2ª ediçao da Feira Medieval de Paderne realizou-se nos três primeiros dias do ano de 2010. Envolvendo um elevado número de profissionais, colectividades, grupos e artesãos, o evento superou todas as expectativas e nem a chuva demoveu os milhares de visitantes, turistas e curiosos  que passaram por Paderne, nestes dias.
        Cada vez mais, o mercado medieval de Paderne  torna-se uma referência no panorama cultural Algarvio, tendo em conta, o grande  interesse que suscita em toda a região. A Companhia de Teatro Viv´Arte orgulha-se de contribuir para este facto e, desde já, agradece a todas as entidades, pessoas e associações locais que participaram activamente neste magnifíco espectáculo de recriação histórica.
         Uma palavra também para a Junta de Freguesia de Paderne e  para a Câmara Municipal de Albufeira pela forma generosa  como nos receberam.