1508, Machico. O regresso da expedição a Safim trouxe à ilha lusitana da Madeira inumeráveis tesouros e preciosidades que cedo despertam a cobiça de muitos que ouvem em terra e contam no mar.
Dobram os sinos da igreja a rebate e correm as palavras pelas ruas do burgo em sobressalto. Uma temerosa embarcação aproxima-se da baía e faz troar as cargas de canhão, que acordam os gritos de alvoroço por toda a parte. No areal desenrolam-se algumas escaramuças, lutas desiguais que não impedem o avanço de uma horda pirata que devora tudo quanto encontra, no seu caminho até às imediações do forte. Alguns homens mais destemidos vão no seu encalço e resistem corajosamente. Tenta-se uma frívola parlamentação mas, palavra de pirata escreve-se na água e, assim sendo, o único diálogo credível é o da pólvora.
Dos vencidos não reza a história e por conseguinte, do interior da fortaleza parte a resposta eficaz. Como cegos são os olhos da cobiça, depressa caem os insolentes intrusos no ardil das gentes de Machico.
Julgados e lançados que foram, os piratas, nos calabouços; é agora tempo de fazer retomar a paz e a tranquilidade na 5ª edição do Mercado Quinhentista de Machico.



