Casting Viv’Arte 2012

Fevereiro 7, 2012

 

A Companhia de Teatro Viv’Arte – Laboratório de Recriação Histórica abre Castings para a temporada de 2012

Procuramos pessoas dinâmicas e empenhadas para as nossas equipas de:
ELENCO
PRODUÇÃO
LOGÍSTICA

Envia a tua candidatura com Curricilum Vitae e a área(s) pretendida(s) até dia 15 de Fevereiro para:
teatrario@teatro-vivarte.org
ou
Companhia de Teatro Viv’Arte
Rua do Foral 151 – Apartado 202
3770-909 Oliveira do Bairro

Entrevistas: 17 e 18 Fevereiro
Provas de Campo: Arzila – 16, 17 e 18 Março; Vidigueira – 23, 24 e 25 Março
Avaliação Final: Vila Viçosa – 30 e 31 Março
Apuramento: Vila Viçosa – 1 Abril

Mais Informações: 234 746 880 / 939 393 492 (das 10h às 18h)

 

Grand Cirque de la Belle Epoque

Dezembro 13, 2011

O Grandioso Circo das Maravilhas chega ao Casino da Figueira!
Em palco estarão atracções dos quatro cantos do mundo num espectáculo cheio de inigualáveis proezas e luxuosas gargalhadas!

Quarta Feira, 14 de Dezembro pelas 22:00
NAO PERCA!!!

Gran Cirque de La Belle Epoque

Novembro 16, 2011

Dos quatro cantos do mundo apresentamos as mais maravilhosas criaturas e as suas proezas inigualáveis! Venham ver com os vossos próprios olhos: O Homem Mais Forte do Mundo, as Gémeas mais Siamesas de Portugal, O Homem Pára-Balas e mais, muito mais!!!
Tudo no Grandioso Circo das Maravilhas, um espectáculo teatral da Companhia de Teatro Viv’Arte, recomendado para todas as idades.

NÃO PERCA!!!

 

Torneio de armas a cavalo em Monsaraz

Novembro 3, 2011

Silves Medieval

Agosto 22, 2011

 

“Oh Silves!

Cidade cheia de luz.

Das tuas muralhas lembro

As pedras rubras

Escurecidas pelo sangue das conquistas.

Passeei nos teus jardins

E caminhei nas tuas ruas

E ainda lembro o cantar das tuas fontes

E a dança das palmeiras ao vento.

 

Oh Silves!

Quando cheguei estavas vestida de festa.

Lembro-te a cantar e dançar pela medina

Ao ritmo do bendir enquanto trinava o alaúde.

E contigo cantavam e dançavam

Músicos, bailarinos, encantadores de bichos

E os guerreiros protegiam-te nas suas melhores vestes.

E lembro os sorrisos de quem por ti passava

Reflectindo a tua felicidade.

 

Oh Silves!

Teu vigor mostraste-o na liça.

Desses torneios lembro as crinas esvoaçantes

Lambendo a armadura dos cavaleiros.

Lembro o clamor do povo

Quando a vitória sorria aos teus filhos.

E lembro a noite e a Lua cheia

Que, serena, assistia ao maravilhoso serão

Que acolhias em teu coração muralhado.

 

Oh Silves!

Lembro-me das tuas histórias como se as tivesse vivido.

De sentir o amor e ódio que Al’Muthamid sentiu,

De ouvir os versos que os teus poetas escreveram,

De morrer de sede quando te sitiaram

E ver-te a ser tomada pelos cristãos

Para te ergueres depois, eterna que és!

Hei de lembrar-te assim,

Até que um dia a ti retorne para te relembrar, Silves…”

 

Relato de um viajante desconhecido

1º Festival Pirata Português de Buarcos

Agosto 2, 2011

O vento fustiga a crista das ondas, que vão sucessivamente dar à costa numa dança sem fim. No entanto, sobre a angulosa muralha do forte e as ruas do burgo, a azáfama suplanta os requebros do mar sobre a costa. Tendeiros, mercadores e comerciantes apregoam a boa voz os mais exóticos produtos d’ aquém e d’ além mar. D’ além mar chegam também trovas e bailias assim como encantadores de serpentes e outro animais de África e Índia. Os homens da capitania mostram e adestram a sua perícia em exercícios de treino de armas. Tranquilizando o povo quanto aos desmandos da pirataria que por vezes se avista ao largo da costa. Pela noite dentro aquecem-se os espiritos em folias de rua e taberna e o espectáculo de fogo vem encerrar a primeira jorna do arraial com a calorosa lenda d’ “O Guardião do Tesouro”.

Com a manhã iniciou de novo o mercado e com ele o buliço nas ruas e travessas de Buarcos. Quando o sol já mergulhava no oceano, e aproveitando este facto para ofuscar as atalaias do forte, uma embarcação desconhecida desembarca vis sabujos do mar na areia quente da praia. São piratas de parte incerta e nada de bom hão de trazer às gentes da terra. O bom Comendador apela aos homens para pegarem em armas, chamando também os académicos de Coimbra que por ali já se encontravam de prevenção. Poucas palavras são trocadas com quem pouco quer parlamentar e os duelos e escaramuças travam-se repetidamente. As mulheres ajudam nas artimanhas e, uma a um, os biltres vão sendo capturados. No fim os feridos são poucos e ligeiros e a festa que se segue é rija com comeres e beberes em abundância. Contudo um fraile da terra apela à contenção e dá ao povo o merecido sermão. Músicas, serenatas e danças retomam a festa e a jornada acabaria em folia, não viesse uma segunda leva de piratas a assolar Buarcos pela calada da noite. Já na praça cruzam-se com as freira do Convento das Aguadeiras em Flor e fazem-nas reféns. Os bons homens fazem frente àqueles cobardes do mar e só depois de muito sabre cruzado e tiros de bombarda, entre outros engenhos e artimanhas, é que exaustos se propõem a negociar. As moças são libertadas e os piratas retornam ao mar de onde vieram. Disparam-se tiros de alegria e os festejos prolongam-se pela noite dentro até a maresia enregelar até os mais resistentes.

A anunciada chegada de el Rey D. João IV a Buarcos pelo domingo, cedo fez levantar o povo e a fidalguia. Adornando-se com a suas melhores vestes, todos se preparam para o sumptuoso cortejo régio que há de dar a oficial reabertura do mercado. Pomposo e fazendo-se acompanhar de sua mulher, D. Luisa de Gusmão, é recebido pela guarda empunhando bem alto os seus sabres. Em sua honra, trovas e cantares, danças e outras demonstrações são presenteadas a sua majestade. As honras terminam em calorosos vivas e os presentes dispersam-se pelo mercado saciando a sede e a fome. Aproveitando a presença de tão ilustre gente, à praça são levados escravos de todo o género para que sejam vendidos em leilão público. Satisfeitos os compradores, uns mais que outros, e cheios os cofres da capitania, folga-se entusiasticamente com danças e cantares desejando que os bons ventos que levaram este mercado a bom porto soprem com mais vigor no ano que vem.

 

Festival Medieval de Elvas

Julho 13, 2011

 

O sol desce vagarosamente em direcção ao mar e, da outra banda depois das muralhas e descida a encosta, avistam-se terras Castelhanas. Remoinhos provocados pela ventosa tarde, mais do que um mau auguro, parecem antecipar ansiosamente os três dias de festa que em breve começarão em Elvas.

Às portas do castelo, cavaleiros, homens d´armas, trovadores e dançarinas, menestréis, saltimbancos e gentes do povo aguardam pela abertura solene do arraial. Ditas estão as condições do comércio e animação e a folia irrompe pelas ruas. Aos cantares e dançares junta-se um generoso repasto ofertado pelo próprio alcaide do termo. As horas passam e bem depois da noite ter caído, ainda se folga à tripa forra pelas tabernas.

O arraial retorna a azáfama ao burgo no dia seguinte e, enquanto uns cantam tocam e dançam, nos paços do castelo o couto de arqueiros mostra a sua perícia num torneio de tiro com arco. Mais tarde, com o sol a pôr-se e empanturrados que estavam os estômagos, reúnem-se cavaleiros à porta do castelo de modo a se inscreverem no torneio de armas em preito de vassalagem a D. João I. Cavaleiros da casa de Portalegre versus Cavaleiros da casa de Elvas. Traçam-se os ferros e mostra-se a destreza nas provas a cavalo em liça abençoada por Deus. Somadas a s vitórias no final, os festejos cabem aos homens de Elvas, que os levam de volta às ruas e tabernas juntando-se ao povo em celebração.

Mas pouco descanso tiveram. Das atalaias a Este chegam notícias que uma mesnada de castelhanos heréticos, apoiantes do Papa de Avinhão, se acercam de Elvas por Badajoz. O sol mal começara a descer no azul celeste de domingo quando um mesnada de andrajosos e esfomeados castelhanos irrompem pelo castelo. Surpreendida a guarda, mal teve tempo de se organizar. Só com esforçadas negociações, pela palavra e pela força das espadas, conseguiu desenvencilhar-se do perigo. Começou assim o derradeiro dia de festa. Trovas e bailias encheram os espíritos e o torneio de armas e posterior adubamento de alguns mancebos encheu de orgulho o povo de Elvas. Aproveitando a hora do ocaso solar, foram julgados esses apoiantes do falso Papa e mais quem fosse suspeito de alguma heresia. Expurgaram-se os males e depois queimaram-se os maus espíritos num espectáculo de fogo que deixou o desejo ardente que o festival traga mais animação e comércio no ano que há de vir.

Carrazeda de Ansiães

Julho 6, 2011

 

O sol havia já iniciado a sua descida quando pelas ruas do burgo, fidalgos, homens d´armas, saltimbancos, trovadores, dançarinas e gentes do povo anunciam em cortejo o inicio do arraial que ali terá lugar durante dois dias. Festeja-se o fim da crise régia e a tomada do trono por D. João, Mestre de Avis, Primeiro de seu nome. Canta-se e baila-se em sua honra, e cruzam-se ferros em torneio apeado para o adestramento e recrutamento de homens d´armas para reforçar as defesas do território.
Nas tabernas come-se e bebe-se a tripa forra enquanto saltimbancos animam os presentes. Depois de enchidas as barrigas, homens vindos de outras bandas, mostram a sua perícia no manejo das armas. Mais tarde, com o sol já posto, as bailias sarracenas e encantadores de serpentes tomam lugar, para depois darem espaço ao espectáculo de fogo que aquecerá o povo nos seus festejos pela noite fora.

A manhã de domingo começou na capela. Por ordem de D. João I, rezou-se em agradecimento pelo fim da crise da sucessão terminando a cerimónia com o belo canto gregoriano. Depois de saciados os estomagos saiu-se em procissão pelas ruas e cantou-se e bailou-se em mais um dia de festa.
Até que do castelo chegam noticias graves. Os trabalhos na muralha estão parados. Os trabalhadores exigem voltar as terras e famílias a que pertencem. Cá em baixo no burgo, D. Vasco Pires Sampaio junta homens d´armas para por cobro aos intentos dos revoltosos. Encaminham-se até as portas do castelo e chegados, encontram-nas fechadas e guarnecidas de homens dispostos a lutar com armas. As salvas dos trons de fogo fazem estremecer o curioso povo mas de ambos os lados da muralha não há cedências. O sol já ameaçava por-se do outro lado da serra quando uma voz sensata propõe a ambas as partes que se tracem ferros em jeito de ordália para que se desempate por fim a contenda.

Sobre a liça os ânimos aquecem e os aguerridos combates são travados vigorosamente. No fim, Deus está pelos homens de D. Vasco Pires Sampaio e os trabalhos na muralha irão prosseguir. Sem contudo, já de volta ao burgo, serem julgados alguns homens que se recusaram a esse oficio. Julgados e castigados, são devolvidos ao trabalho no castelo. O dia é de festa e, com a chegada da noite fresca, sarracenos, judeus e cristãos tocam e bailam em harmoniosa comunhão. Uma mensagem de paz fecha desta forma o arraial de Carrazeda de Ansiães, desejando a prosperidade da terra e que o ano seguinte traga de novo a folia que agora termina.

Feira Quinhentista de Terras do Bouro

Junho 29, 2011
O sol banha as ruas das Terras do Bouro, o calor e o canto das cigarras anunciam a iminente chegada do verão. El Rey D. Manuel I chega ao termo e traz no seu séquito a Carta Foral que dará  novos privilégios a Terras do Bouro. Em agradecimento, o povo e fidalguia cantam e dançam em honra de sua majestade. Os homens de armas prestam preito de vassalagem a El Rey e mostram a sua perícia no manejo das armas. As novidades trazidas da Índia deslumbram os presentes e estes, não se fazem rogados em apreciar as exóticas oferendas reais.
Mais tarde, chega ao termo o representante de um nobre senhor, que na praça exibe os escravos que tem para venda. É aberto o leilão e depois de tudo negociado e regateado, mais danças e mesteres vindos do oriente exótico são presenteados na praça. Termina assim em festa, já com o sol a por-se detrás dos montes, o primeiro arraial quinhentista em Terras do Bouro, desejando que a chegada do próximo verão traga também mais festa e alarido a esta terra.

A revolução dos cravos em Avis

Junho 19, 2011

Ceifeiras, jornaleiras e camponesas cruzam-se na praça. Das suas bocas saem palavras de tristeza, de amargura mas sobretudo de revolta. Os homens encontram-se à volta da fogueira, são jornaleiros e trazem consigo enxadas, pás e outras ferramentas junto com o farnel. Aguardam a chegada dos contratadores para mais um dia de trabalho incerto. Quando estes chegam, os homens revoltam-se com o preço da jorna e pela força do seu protesto os contratadores abalam. As palavras de ordem duram pouco e silenciam-se com a chegada de dois guardas republicanos.

A praça entra novamente em alvoroço quando um jipe da GNR irrompe a toda a velocidade, pára bruscamente e de trás um homem amarrado e vendado é largado ao chão. Sobem-no para o interrogatório. O dactilógrafo instala-se, os homens da PIDE acomodam-se e o inspector começa a questioná-lo. Às suas perguntas o homem, agora desvendado, responde com silêncio. Eles não sabem nada. Aos seus insultos o homem permanece imóvel. Continuam sem saber nada. Às agressões, à tortura, nada. Os Pides, cansados, deixam-no por momentos. Ele ergue-se a custo e começa a murmurar, depois gritando, frases de contestação e de esperança diz que é tempo de mudar. O silêncio, trouxe-o a coronha dum Pide, e a morte ocupou-se do homem. Largam o corpo no caixão e pouco depois alguns populares carregam-no de volta à praça.

Aí o povo recebia o Avante dentro de caixas de fósforos. As vozes de protesto fazem-se ouvir novamente, as gentes unem-se para uma marcha quando de repente, sem aviso, ouve-se um tiro. Um protestante tomba morto no chão.

Do Ultramar chegam cartas de angústia. As notícias da guerra, e a falta delas, desesperam o povo até ao limite.

Sem trabalho, sem dinheiro e sem o que comer, sem os seus homens e as suas mulheres, já sem medo da morte. Já sem nada senão a vontade de mudar, une-se resoluto, e junto constrói a liberdade a 25 de Abril de 1974!