San Bernabé 2010 – Logroño.

Junho 13, 2010

      img_9228 A  poesia é a elevação do espírito pela palavra. A capital das pessoas, Logroño, é assim: poesia nas ruas, história viva, a poesia da memória. Uma cidade que guarda os mistérios do tempo.

     As festas de interesse turístico regional de Logroño, vulgo San Bernabé,  recuperam  a data de 1521, ano em que a cidade resiste  estoicamente ao assédio por  parte das tropas francesas, que tentam  tomar a cidade. A proposta é recuar, através de várias teatralizações, até esse momento particular que marca, até aos dias de hoje, o sentir e o viver das gentes de Logroño.

     Este evento serviu também de mote para um encontro internacional de recriadores históricos, que durante estes dias puderam trocar experiências e conhecimentos. No final, o  balanço é extremamente positivo e assim sendo, a Companhia de Teatro Viv’arte  agradece a todos quantos contribuíram para o sucesso  desta participação lusitana e deixa uma palavra de apreço para  as entidades municipais de Logroño,  por todas as facilidades concedidas. Logroño sabe encantar e deixar saudades.

Feira Quinhentista de Machico 2010.

Junho 9, 2010

1508, Machico. O regresso da expedição a Safim trouxe à ilha lusitana da Madeira inumeráveis tesouros e preciosidades que cedo despertam a cobiça  de muitos que ouvem em terra  e contam no  mar.

     Dobram os sinos da igreja a rebate e correm as palavras pelas ruas do burgo em sobressalto. Uma temerosa embarcação aproxima-se da baía e faz troar as cargas de canhão, que acordam os gritos de alvoroço por toda a parte. No areal desenrolam-se  algumas escaramuças, lutas desiguais que não impedem o avanço de uma horda pirata que devora tudo quanto encontra, no seu caminho até às imediações do forte. Alguns homens mais destemidos vão no seu encalço e resistem corajosamente. Tenta-se uma frívola parlamentação mas, palavra de pirata escreve-se na água e, assim sendo, o único diálogo credível é o da  pólvora.

    Dos vencidos não reza a história e por conseguinte, do interior da fortaleza parte a resposta eficaz. Como cegos são os olhos da cobiça, depressa caem os insolentes intrusos no ardil das gentes de Machico.

    Julgados e lançados que foram, os piratas, nos calabouços; é agora tempo de fazer  retomar a paz e a tranquilidade na 5ª edição do Mercado Quinhentista de Machico.

Feira Medieval de Aviz 2010

Maio 15, 2010

avis-2010-35    Moços e moçoilas, contadores de histórias, desvendadores de magias e encantadores de serpentes. Vendedores de sonhos e ilusões, actores de meia tigela e vidas deambulando consoante os sopros da fortuna.

    É o mercado medieval de Avis que recebe o  ilustre Fronteiro-Mor, D.Nuno Álvares Pereira, assim como, a ímpar figura do Mestre de Aviz, D.João, primeiro de seu nome, que por estes dias confraternizaram em Aviz com os seus velhos companheiros de armas. Torneios de armas apeado e a cavalo, danças de fogo que rezam lendas antigas, saltimbancos  galegos que, vindos de véspera,trazem histórias de arremedilhos, esgrimadores, titeriteiros e nigromantes.

   O povo desfruta dos poucos divertimentos profanos a que têm acesso e também a clerezia se entrega aos prazeres da vida e ao folguedo, já que Deus, bem sabido é, não dorme nem baixa a guarda.

    Mercadores e artesãos entregam-se às suas actividades de comércio, longe do pensamento da nobreza que, por esta altura, recebe uma distinta embaixada do que chegou do  reino de Granada, para selar acordos e tratos de cooperação e amizade.

   Chegam também alguns romeiros e peregrinos de Santiago, a quem bom agasalho foi providenciado. Comeres e beberes de mão cheia que atraem  às tabernas do mercado, bocas ávidas e sequiosas que se empanturram com as melhores viandas e vinhos do reino.

   Á luz dos últimos raios de sol, julgam-se todas as malfeitorias, todas as possessões malignas e desmandos heréticos.

   Por ora, são lidos a boa voz os autos de encerramento de mais uma edição da Feira Medieval do termo de Aviz, uma terra com história, uma terra feita de histórias. 

Feira Medieval de Arzila 2010

Maio 6, 2010

arzila      É o anúncio da Primavera. Na vila de Arzila durante três dias erguem-se memórias esquecidas nas brumas da História. Cavaleiros, fidalgos e nobres donzelas; condes, duques e senhores. Membros do clero, servos e artesãos. Almocreves e bufarinheiros, saltimbancos e menestréis. Nas quitandas do mercado misturam-se gentes, credos e culturas. Come-se e bebe-se a bom proveito. Por ora é tempo de receber a comitiva do xeque de Arzillah. Vem em missão de paz celebrar a amizade das duas Vilas. Torneios de armas a cavalo e apeado entre cavaleiros cristãos e mouros. As lutas são encarniçadas mas a cortesia impera. Na praça, entretanto, julgam-se os excessos e no mercado merendam-se os últimos acepipes. Arzila sabe viver a sua História.

Festival Gastronómico “A Pão e Laranjas” 2010 – Vidigueira

Maio 5, 2010

   vidigueira Numa altura em que se celebram os cem anos  sob a instauração  da República, a vila alentejana da Vidigueira  reviveu os primeiros anos do século XX.  As viagens europeias de exploração em África, o exotismo cultural, o âmbito científico e as demarcações territoriais das colónias africanas, os relatos da ” Costa à contracosta”, o mapa cor de rosa, o últimato inglês, a ” Portuguesa”, os crescentes movimentos contestatários, o regicídio, as tentativas de golpe de estado e  a instauração da República. Foi também o momento de recordar os episódios mais marcantes da vida de D. Francisco de Herédia, Visconde da  Ribeira Brava, preponderante  figura da História da Vidigueira e do Republicanismo Português.

Feira Republicana – Oliveira do Hospital

Maio 5, 2010

_mg_5500      Jogos populares, teatro de fantoches, danças tradicionais. Após a revolução republicana, o povo não sente melhorias nas suas condições de vida. A faustosa burguesia desfila indiferente por entre os revoltados populares que berram contra a fome. Zaragatas e duelos de sabre. Serenados os ânimos é tempo  para  cantigas ao desafio.

        Chegam os romeiros, os saltimbancos, os vendedores de banha de cobra, o fotógrafo da capital.O fiscal dos isqueiros de pederneira  e a autoridade da Guarda. Chegam também os actores itinerantes e com eles as novas de Lisboa. A  pátria chama os mais fortes, é a  partida para a guerra de trincheiras, é a partida para a Flandres. Mobilização geral de moços para irem engrossar as fileiras da Flandres. Comovidas despedidas e o discurso do Regedor. São os controversos anos da primeira República Portuguesa  revisitados em Oliveira do Hospital.

Feira Medieval de Castelo Mendo

Abril 30, 2010

c-mendo-1 Ruas e ruelas. Bobos, histriões, bufões, trampolineiros, saltimbancos, acrobatas e malabaristas. É a feira medieval do termo de Castelo Mendo. As ruas enchem-se de olhares que se cruzam com almocreves e bufarinheiros,  vendedores de sonhos e de quimeras, desvendadores de ilusões e pregoeiros  da banha de cobra. No terreiro, abundam os comeres de caça e os beberes do castelo. Encantadores de serpentes e danças sarracenas. O cortejo régio  é anunciado. É dia de festa,  de bailias e folguedos. O povoléu rodeia a liça com movimentos inquietos e ansiosos.  D. João I, rei de Portugal e dos Algarbes ocupa o lugar que lhe é devido. Torneio de cortesia em preito de vassalagem.  Entretanto, os de Castela tomados por guisa insana, irrompem pela praça em fossado. Travam-se de razões com a guarnição logo são ludribriados pela ancestral diplomacia  lusitana. No mercado é grande a azáfama, por entre a História, que nos veste com os trajares de outros tempos. Castelo Mendo  honrou as suas raízes com a recriação dos viveres de antanho.

Feira Medieval de Almodôvar

Abril 30, 2010

almodovar1 1285, no lento entardecer em Almodôvar. O sol que languidamente  se despede de mercadores e menesteirais, dos almocreves e bufarinheiros. Os últimos dias foram de chuva raivosa mas amanhã  chega a mui distinta comitiva de El-Rey D. Diniz e o Sol veio de mansinho aquecer os ânimos. O burgo está aprestado e asseado, enxotados  que foram os cães sarnentos e os mendigos para as cercanias da vila.

       Recebem-se os primeiros visitantes vindos do reino do Algarbe. Vêm ao encontro del-Rey em preito de vassalagem. No terreiro há cantares sarracenos e danças mouriscas, encantadores de serpentes  e magos misteriosos.

        Contadores de histórias, menestréis e jograis. São três culturas e três credos que se  fundem nos comeres e beberes de antanho. A noite encarrega-se de guardar as histórias que adormecem na memória do amanhecer. O arauto anuncia a chegada del-Rey. É grande o bulício. O meirinho e o homem da vara apressam-se a fazer as necessárias aferições. Também o almotacem fiscaliza as tabernas e vinhos. Na praça de armas, os homens válidos, a mando do alcaíde adestram a sua perícia nas lides. Falcões e águias rasgam os sulcos do céu em exercícios de destreza e perícia.

       Troa a trombeta, é o arauto que anuncia a chegada de El-Rey, que na história dos seus dias, se fez lavrador e poeta. Torneio de armas a cavalo e apeado. Novos cavaleiros são investidos em singelo adubamento. Nos entremezes, uma mesnada de Castela e Leão, em estranha audácia, provoca algumas escaramuças no mercado, prontamente sanadas pelos infanções almodovarenses e por alguns cavaleiros-vilões do termo de Beja. El-Rey manda recados a seu avô, D. Afonso  de Leão e Castela, para que honre o tratado de Badajoz e o tratado de Alcanizes, que o bom senso manda dizer que é letra  que não deve fenecer.

       Na solene cerimónia de homenagem  feita de lauto respasto, desfrutam-se  os comeres ancestrais em tempêros de ervas aromáticas, os vinhos de cidra e as beberagens do mosteiro.  São anunciados os banhos régios com a infanta de Aragão. Na praça há festejos e folguedos, danças palacianas e danças de terreiro. Em Juízo na praça, são julgados os excessos e algumas heresias. El–Rey partiu para as terras de Beja. Envolvem a  noite  os guardiões das muralhas enquanto na memória do povo fica mais uma viagem no tempo que se quer inesquecível.

Batalha dos Atoleiros

Abril 7, 2010

     Após a recriação da Batalha dos Atoleiros, a Viv’arte congratula-se com a excelente participação dos voluntários espontâneos  assim como das  Salas de Armas e agradece a todos o seu magnífico empenho.
Laboriosamente estamos a construir, entre todos, uma das mais significativas batalhas do séc. XIV. Bem hajam!

Batalha

Vila Pouca da Beira, 490 anos de foral.

Fevereiro 12, 2010

      vila-pouca D. Manuel I e a sua corte estiveram por altura do “Bodo” de S. Sebastião em Vila Pouca da Beira para entregar o foral a  esta população, do concelho de Oliveira do Hospital.  Após a cerimónia solene,  realizou-se  um majestoso torneio de armas a cavalo e apeado e, no final, um fabuloso espectáculo de fogo. Os artesãos marcaram presença com um mercado tradicional,  que animou as largas centenas de pessoas que acorreram a este evento.
     A companhia de Teatro Viv´Arte agradece a todas as entidades locais e a todas as pessoas a hospitalidade e profissionalismo com que nos recebem.